menina no avesso

, catadora de estrelas em céus inventados

9.1.08

de quando o telefone toca

"Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa"

GS:V

saudade eu desconfio, vc é o que sei.

criado por letrastortas    10:59 — Arquivado em: Sem categoria

4.1.08

do ano que chega

do ano que vai ela só tem lembranças 

de olhos fechados

do ano que chega ela só quer a esperança 

de braços abertos

a lhe esperar

fez uma prece

acendeu uma vela

e não tomou banho de mar

mas se embebedou de água doce

e se fez bela

para o novo chegar …

 

feliz  todos os dias!

criado por letrastortas    14:32 — Arquivado em: Sem categoria

29.11.07

do sotaque argentino

ela tem um cd dos Carpenters que lhe causa magia por dentro. porque a leva rápido da instrospecção a saudade. ele tem um cheiro específico. cheiro de sotaque argentino. barulho de velas acesas.gosto de fanta-uva e sensações de chuva mansa no telhado. um poder de encanto que a transporta a um tempo de entorpecência noturna. ela ainda pode ouvir o barulho infernal daquelas noites em seus ouvidos, um contraste com a sonoridade melancólica do Carpenters.

o sotaque argentino tem nome e se chama Dário. se conheceram numa noite onde ela não queria saber de nada a não ser se encher de boemia e expulsar toda a  tristeza-vázio que residia dentro dela. se entorpecendo de vinho e de lembranças. nem é bom lembrar as dores de cabeça homéricas no dia seguinte. mas naqueles dias nada importava; dores de cabeça, noites sem dormir, trabalhar cansada. qualquer coisa era melhor do que ficar no passado. ela queria era fazer o tempo passar depressa e esquecer. ela queria se divertir. voltar a rir. sentir. voar. ganhar o céu e andar em nuvens. beijar na boca e dançar! dançar sem parar! até seus pés implorarem para parar, ela atirar as sandálias longe e continuar ali até não mais senti-los. sua auto-punição. sua própria munição.

se a festa era temática, o ritual começava uma semana antes. inventando fantasias. comprando futilidades e brilhos. muitos!! todos eles! para os olhos, bocas, quem sabe o coração. um viva a púrpurina! garantia noites iluminadas, mesmo quando a lua se escondia e os corações se fechavam. a sala onde se arrumavam se transformava  no seus ateliê, onde teciam suas fantasias e junto delas os sonhos de seus corações. quantos certos mesmos nomes repetidos zilhões de vezes. quantas garrafas esvaziadas… o tempo era delas, a madrugada também. e as ruas silenciosas se enchiam com o som das suas risadas ao voltarem para casa, ainda semi-entorpecidas. quase apaixonadas.

vomitou roxo sabe-se  lá quantas vezes. e chorou na pista de dança anonimamente. efeito reverso. choraram abraçadas embaixo da luz negra. e cantaram alto o refrão daquela música que tinha algo a dizer. enfrentaram todas as filas que vieram. filas para pegar bebidas. filas para usar os “toilletes” svp. olhares se encontrando nos caminhos. seduzindo nas filas. nas pistas. na saída. no carrinho de cachorro-quente. num desses olhares: Dário… na disputa pelo lanche, suas mãos se tocaram e seus olhares também. ele sorriu bonito e disse; por favor, usted… e ela, exibida respondeu no pouco portunhol que sabia. e viram o sol nascer no Lageado. lugar de tantos amores.

como uma imã, se esbarravam em todas as festas posteriores. dançavam. riam. faziam charme. uma noite antes de mais uma festa, conheceu a casa onde ele morava com amigos; uma república. e conheceu Carpenters. o cd nostálgico da amiga dele. nesta noite não ouve agito depois. mas não ouve intimidade forçada. apenas as velas acesas. chuva fina e fanta-uva, para fazer as vezes do vinho, dizia ele. para não embebedar. porque a queria lúcida para que o olhasse nos olhos e não o vazio do nada. lúcida para que o escutasse e não se perdesse na voz do passado que as canções lhe traziam. e ela o ouviu. em todas as suas palavras e revelações. e ela agradeceu pela noite mágica. pelo Carpenters. pelo romance ingênuo. pelas milhares de brigas que vieram depois, quando ele adivinhou o amor dela por outro estrangeiro…

 

They long to be close to you 

 

criado por letrastortas    13:24 — Arquivado em: Sem categoria

26.11.07

dos dias de chuva

há a chuva. e a chuva agora o traz de volta. nos instantes mínimos, nos pensamentos todos. nas brincadeiras deles. no pisar de bolas brancas em calçada vermelha e molhada. no dividir guarda-chuva em ruas movimentadas. desviando de pessoas, pingos, enxurradas.  no café estendido da Deola, no pé com pé da coberta enrolada. nas cotidianices todas de uma rotina por eles inventada. nos caminhos que fizeram, nos lugares que passaram. na insistência dos fios de cabelo se enrolarem… na mão que ela segura e da segurança que isto lhe traz. saudade agora pra ela é algo úmido e tem cheiro d’água

criado por letrastortas    10:39 — Arquivado em: Sem categoria

13.11.07

das saudades

Saudade

 do latim solitate

:lembrança nostálgia e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.

é. agora ela decidiu; saudade só do lado de dentro. a vida continua. e querer trazer o passado para o presente deixou de ser sua maior fraqueza. porque a vida é dela. a vida é bela. e ela tem muito a rodar. saiu da ostra. e subiu no carrossel… mas na verdade quer mesmo é brincar de roda…

"segura a minha mão?"

criado por letrastortas    15:44 — Arquivado em: Sem categoria

6.11.07

da brincadeira da pag. 161

do nome do jogo: “Meme da página 161″

das regras do jogo:

1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);

2. Abrir na página 161;

3. Procurar a 5ª frase completa;

4. Postar essa frase em seu blog;

5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;

6. Repassar para outros 5 blogs.

do resultado que é meu: "- Se dissesse só "Se", estava bem."

do livro: Alice no país do espelho.

da tradução: Monteiro Lobato

da convocação: vcs 5 leitores que aqui estiveram

criado por letrastortas    16:16 — Arquivado em: Sem categoria

5.11.07

da insegurança dela

ela foi para lá com um meio sorriso. um quase alguma coisa. quando desceu do ônibus e olhou para ele, ela ainda não sorriu inteiro. tinha algo que a perturbava. um incomodo invisível.

 ele logo percebeu, e em vez de a deixar quieta. perguntou. mas, ela não sabia responder. era só uma incomodação sem descrição. uma mistura de muitas coisas, precisava ruminar.

 é que ela se sentia insegura. e ela não gosta deste estado de sentir. mas para crescer é preciso provar dos doces e amargos da vida e entre eles, um pouco desta "insossatez".

 é entender as importâncias de cada um. o desafio de respeitar sem se desrespeitar. ela aceita e lá vai ela, segurando apertado a mão dele.

o portão se abre e o novo se apresenta em rostos simples e sorrisos sinceros de boas vindas. procura refúgio e nos olhos dele  encontra a mesma mão ainda estendida para ela. e enxerga uma certa "contenteza" desenhada naquele castanho, descobre então o sentido dela estar ali. olha para os rostos da vida dele e eles a enchem de novos sentimentos.

 e descobre que insegurança é só um estado de espírito.

ainda bem que o sol mostrou a cara e ela o sorriso inteiro.

criado por letrastortas    9:47 — Arquivado em: Sem categoria

30.10.07

dos novos caminhos

ela está tão confusa com o sentimento novo. e isto quase a sufoca. ela quer descobrir como é "não sentir", mas não consegue achar este caminho, e sente.

sente com tal violência de intensidade que tudo lhe é amplificado do bom ao ruim. mas ela, é menina de coragem, vai arriscar um novo passo, uma nova trilha. e marcar o caminho com miolinho de pão, se preciso for a volta!

criado por letrastortas    14:39 — Arquivado em: Sem categoria

29.10.07

da lua que fora só dela

, e tinha uma lua bonita brincando no céu. lua mordida. faltando um pedaço. foi no jardim da faculdade que ela me chamou. silenciosa+mente. com suas ondas lunares. olhei para cima. parecia que eu adivinhava! ela! atrás da árvore alta. que árvore era mesma aquela?

fechei meus olhos para carregá-la para dentro. abri de novo. ela ainda ali. fiquei para trás. para sempre. parada nos degraus. hipnotizada. o que se faz belo tem essa força de nos transformar em estátuas. e ela é tão petulante!apaixonante. toca minha pele sem pedir licença. e eu, não sei dizer não. não quero. ela me seduzia. ela com sua brancura absoluta. eu com meus olhos jabuticabas.

Sinal! Volto da lua. olho ainda uma vez mais. hoje fui eu a escolhida. amanhã. talvez…

 

criado por letrastortas    10:15 — Arquivado em: Sem categoria

17.8.07

das esperas

.

pq ela ainda fecha os olhos e acredita!

acredita e pronto!

e ponto.

e vírgula,

criado por letrastortas    13:39 — Arquivado em: Sem categoria

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